10/10/2017

Empresários querem fazer do Rio Grande do Sul um paraíso das casas de jogos

Operadores estrangeiros planejam ter pelo menos 20 empreendimentos no Estado.

O Rio Grande do Sul já desperta há muito tempo o interesse de representantes de grandes empresas de jogos. A maior novidade sobre o caso ocorrou na última semana, quando o Jockey Club Carazinhense, da cidade de Carazinho-RS, encaminhou uma proposta para a Secretaria de Segurança Pública gaúcha de um investimento de R$ 10 milhões para a reativação da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs), paralisada desde 2004. A ideia é reverter recursos para aparelhar a área da segurança, hoje sacrificada pela crise financeira do Estado.

Além da iniciativa local, operadores de cassinos da Europa e dos Estados Unidos estão em busca de imóveis na Capital Gaúcha e outras cidades com economia e turismo desenvolvidos, para instalar casas de jogos. Os empreendimentos são articulados em parcerias com maquineiros gaúchos e do centro do país.

A estratégia envolve tomar proveito de decisões judiciais e brechas legais, além de um fator ainda mais importante: o judiciário gaúcho deixou de condenar exploradores de jogos de azar por contravenção penal.

Casa de entretenimento Winfin deve ser aberta em Porto Alegre em Outubro.

Brecha na lei pode permitir exploração do jogo no Rio Grande do Sul

O Jockey Carazinhense, por exemplo, pretende utilizar o artigo 14 da Lei do Turfe, que autoriza as casas a explorarem “outras modalidades de loteria”. A partir dessa brecha, a ideia dos empresários seria oferecer jogos como o bingo de cartela, além das corridas de cavalos.

A brecha já chamou a atenção de empresários americanos, que têm interesse na contrução de um hotel-cassino em Porto Alegre. Outro operador que aposta suas fichas no Estado é o grupo espanhol Pefaco, com atuação na Europa, África e no Paraguai. A empresa alugou, em junho, o prédio de uma antiga casa de shows no bairro Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre.

Efeitos positivos e negativos

A iniciativa não é a ideal para quem defende a legalização dos jogos no Brasil, já que a exploração ainda irá carecer de regulamentação. Sem a devida fiscalização, erros do passado podem ser repetidos. Ao mesmo tempo, a iniciativa no Rio Grande do Sul pode acabar pressionando a Câmara dos Deputados a finalmente discutir e votar a legalização do jogo em plenário.

 
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