30/11/2016

As técnicas que quebraram a banca de cassinos em todo mundo

A verdadeira história de jogadores que desenvolveram métodos para superar os dealers

Superar a banca em jogos de cassino como a roleta, o blackjack e os dados, é complicado. Mas na história, jogadores acima da média perceberam que havia a chance de aumentar a probabilidade de vencer, utilizando diferentes métodos de aposta. Não se trata de trapacear ou roubar dinheiro dos cassinos, como muitos pensam, mas inserir cálculos matemáticos e a lógica nas apostas. Com a explosão da indústria do jogo, que arrecada US$ 34 bilhões anualmente apenas nos Estados Unidos, aumentaram também as apostas, e ganhar no jogo passou a ser uma ciência, com direito a cálculos matemáticos complexos e até mesmo conceitos de física. O mais incrível é o fato das técnicas realmente funcionarem.

Filme "Se Beber Não Case" retratou a contagem de cartas

A contagem de cartas 

Um dos casos mais clássicos, já abordado por nosso site, é o do matemático e professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Edward Thorp. Em 1961 ele desenvolveu a famosa técnica de contagem de cartas para o blackjack (conhecido no Brasil como 21). O jogo é um dos mais simples dos cassinos, e a técnica de Thorp deu a ele a fama de ser um dos que mais dá ao jogador treinado a possibilidade de ganhar dinheiro. No blackjack, os apostadores jogam contra o cassino, e quem tiver a soma mais próxima de 21 ganha. A cada rodada, os jogadores apresentam suas cartas. Se você memorizar as cartas que já saíram do baralho, poderá deduzir quais ainda estão por vir nas próximas rodadas. Fanático pelos jogos de cassino, Thorp encontrou aí uma oportunidade para decodificar a lógica do blackjack. Ele criou um sistema de probabilidades, que testou num supercomputador da IBM e também na prática, visitando mais de 80 cassinos na região de Las Vegas. Toda essa jogatina levou a uma grande descoberta: quanto mais cartas altas restavam no baralho de blackjack, maior era a chance de o apostador ganhar. Levando isso em conta e apostando na hora certa, seria possível levar uma vantagem de até 3,29% sobre o cassino (que, normalmente, leva aproximadamente 1% de vantagem na mesa de blackjack). Thorp escreveu um livro sobre o assunto, que se tornou um best seller e deu origem a uma verdadeira legião de seguidores – que ficaram conhecidos como “contadores de cartas” ou “matemáticos do blackjack”.

Edward Thorp testando suas teorias na prática

Não demorou muito para a técnica de Thorp chamar a atenção dos administradores e seguranças dos cassinos, pois para desempenhá-la o jogador precisava ficar muito tempo fazendo apostas baixas, esperando o momento certo para colocar bastante dinheiro na mesa. A oscilação brusca nas apostas despertou a atenção dos cassinos, que aprenderam a identificar os contadores de cartas. A contagem de cartas, apesar de não ser crime, irrita muito os cassinos, já que com ela os jogadores ganham muito mais dinheiro do que a média. Vale lembrar que em Las Vegas os cassinos podem banir jogadores considerados "inconvenientes", e um bom exemplo é o ator Ben Affleck, um fanático pelo blackjack. Por causa dessa repressão, a contagem de cartas saiu de moda. Até que, nos anos 90, um grupo de alunos de matemática do MIT ficou rico com uma nova versão do golpe. Agindo em grupo e usando teorias matemáticas ainda mais sofisticadas, eles criaram um sistema de jogo que permitia levar até 40% de vantagem sobre os cassinos. Um banho. A história virou livro e filme – Quebrando a Banca, que se baseia nos relatos feitos por um dos integrantes do grupo.

Confira aqui mais sobre o filme

Mesa de Blackjack

Newton na mesa de dados 

O empresário Dominic LoRiggio costumava frequentar cassinos de Atlantic City nos fins de semana para jogar blackjack, mas um dia a mesa de dados chamou sua atenção: ele percebeu que muitos jogadores lançavam os dados a esmo na mesa; Ao mesmo tempo, outros faziam algo com eles antes de atirá-los. Curioso, LoRiggio acabou conhecendo o engenheiro Chris Paulick, que havia estuda a física do jogo de dados. O engenheiro também ministrava um curso sobre sua técnica, o qual LoRiggio pagou US$ 500 para fazer. O dinheiro foi o melhor e mais barato investimento do empresário. Dentro de alguns meses de treinamento, ele conseguiu aumentar suas chances de vitória e chegou a conclusão que a técnica funcionava. “Ser o Dominador virou uma paixão para mim. E me fez rico. Comprei propriedades e vivo em alto estilo”, diz ele. Essa fama fez o Dominador ser banido da maioria dos cassinos americanos – exceto algumas casas em Las Vegas, onde ainda consegue jogar. “Semana passada, ganhei US$ 50 mil em uma hora”, diz LoRiggio, que explica por que os dados são a melhor maneira de ganhar dinheiro num cassino. “Os dados, e portanto o jogo, estão inteiramente na sua mão. Não é como no vinte-e-um, em que você pode ter uma vantagem matemática, mas ainda depende das cartas.” Nos últimos anos, LoRiggio também entrou no mercado “educativo”. Escreve livros, ministra cursos e vende um dvd duplo – por US$ 300 – sobre sua técnica. Segundo LoRiggio "Como em qualquer esporte, controlar os dados é uma combinação de técnica e disciplina mental. Qualquer pessoa pode ficar boa o suficiente. Tudo consiste em posicionar os dados antes de jogá-los e fazer o arremesso num ângulo definido". Assista (em inglês) dicas de LoRiggio para o jogo de dados:

Pode parecer difícil de acreditar, mas não faltam exemplos que comprovam a eficácia da física newtoniana nos cassinos. Inclusive num dos jogos mais imprevisíveis: a roleta. Mas fique tranquilo! Em nossa Escola você pode aprender técnicas simples e eficazes para melhorar suas partidas. Para experimentar suas habilidades, nada melhor do que jogar gratuitamente e ainda pode ganhar dinheiro, não é?! Então aproveite nossa promoção exclusiva, em parceria com o cassino online Vera&John: clique no botão abaixo, cadastre-se e ganhe R$ 35 grátis para experimentar todos os jogos do site!

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