24/07/2018

Qual a opinião dos presidenciáveis sobre a legalização do jogo?

Antes de dar o seu voto, fique sabendo o que diz o seu candidato sobre a regulamentação de cassinos, apostas e bingo.

No dia 7 de outubro, milhões de brasileiros vão às urnas escolher governadores, deputados estaduais e federais, senadores e o novo presidente da República. Em uma época de insatisfação com a política e desconfiança com os futuros candidatos, a melhor forma de definir o voto é prestar atenção em suas propostas. É por isso que decidimos realizar um levantamento da opinião dos presidenciáveis sobre uma pauta muito importante para o desenvolvimento econômico e turístico do país: a legalização e regulamentação do jogo. Confira!

Geraldo Alckmin (PSDB)

O ex-governador de São Paulo se manifesta a favor da legalização do jogo desde 2006, assunto que abordou novamente no último mês de maio, quando esteve reunido com alguns representantes de partidos coligados, como o presidente do DEM, ACM Neto, os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Paulinho da Força (SD-SP), e o ex-ministro Marcos Pereira (PRB). “Sou favorável à legalização dos jogos. O desafio do mundo moderno é esse: o futuro do emprego. Porque a tecnologia desemprega. A tecnologia permite produzir mais com menos gente. Mas a economia moderna não inventou consumo sem salário”, avaliou.
 

Alckmin referiu-se a proibição da atividade como uma “hipocrisia”. Confira a seguir:


Já em 2006, Alckmin, disse ser favorável ao funcionamento de bingos, desde que regulamentados pelo Congresso. "Os bingos não podem continuar funcionando da forma nebulosa que é hoje", afirmou, ao ser abordado sobre o assunto durante palestra no Congresso Brasileiro de Atividades do Turismo, realizado na Câmara. Alckmin ressaltou que, em São Paulo, há casa de bingo em cada quarteirão funcionando sob o respaldo de liminares. "É uma confusão com a polícia", completou.

Jair Bolsonaro (PSL)

O candidato do PLS é conservador quando se trata do assunto. Apesar de se dizer “a princípio” contrário a liberação dos cassinos e outros jogos, comenta que “há a possibilidade” da liberação durante seu Governo, mas que a atribuição ficaria sob responsabilidade estadual.

"Há a possibilidade, eu digo uma possibilidade, de jogar para cada Estado decidir. Em princípio sou contra, mas vamos ver qual a melhor saída", disse o pré-candidato do PSL, em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro  (ACRJ).
 

Ciro Gomes (PDT)

O candidato do PDT ainda não falou sobre a pauta. Apesar disso, alguns de seus colegas de partido como Pompeo de Mattos (PDT-RS) são autores de projetos que visam a liberação de determinadas modalidades de jogo. A grande tendência é que o candidato evite esse tipo de pauta mais polêmica, mantendo uma posição de centro durante seu mandato.

 

Henrique Meirelles (MDB)

O candidato do Governo já se manifestou sobre o assunto quando era Ministro da Fazendo do Governo Temer, quando ressaltou o potencial arrecadativo da atividade, estimado em até R$ 20 bilhões ao ano. “Seria uma nova CPMF”, disse. Na época (2016), ressaltou que a maior parte dos Ministros era favorável à liberação, mas que a decisão definitiva ficaria por conta do presidente Michel Temer.

Meirelles também defende outra pauta polêmica, que é a liberação da Maconha.

 

Marina Silva (REDE)

A candidata ainda não se manifestou sobre o jogo, mas a presidenciável propõe que outras pautas polêmicas como a liberação da Maconha e o aborto sejam discutidos em plebiscitos.

 
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